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Reação emocional diante da mudança

Hoje vou falar de um  tema importante e que muitas vezes é esquecido por alguns profissionais ou desconhecido dos pacientes no que diz respeito ao seu conceito. Algumas pessoas desenvolvem reações emocionais semelhantes a depressão diante de uma mudança como uma separação conjugal, mudança de cidade, de emprego, notícia de uma doença, problemas na família, despedida de um emprego, nascimento de um filho, derrota em um objetivo importante,  perdas financeiras, problemas com processos judiciais, dificuldade de acesso a recursos de saúde, viver em área de alta criminalidade,etc.

Vamos usar um dos exemplos acima, separação de um casal, que pode deixar a pessoa em um sofrimento muito acentuado em relação ao considerado dentro do esperado, com desânimo, problemas de concentração, redução do desempenho no trabalho ou na escola, preferência por ficar sozinho,  tristeza, ansiedade, aceleração de pensamento, pensamentos de morte, enfim, podem aparecer sintomas tanto depressivos quanto ansiosos. No caso de adolescentes, é comum alterações de conduta, como vandalismo, lutas corporais, direção imprudente e descumprimento de responsabilidades legais.

Tudo isso que descrevi até agora tem um nome, chama-se Transtorno de Ajustamento ou Adaptação. Esse transtorno, caracterizado por sintomas que citei acima, pode se desenvolver dentro de três meses após o início da situação estressora e resolve-se em até 6 meses.

É importante dizer que ter sintomas depressivos ou ansiosos após um ou mais eventos estressores não necessariamente quer dizer ter um Transtorno Depressivo, pode se tratar de um transtorno de ajustamento, se conseguirmos identificar critérios para isso.

Pode ser necessário medicar ainda dentro do primeiro mês, por conta da disfuncionalidade que o paciente apresentar nesse caso. A psicoterapia é muito importante nesses casos, pois é um suporte e uma grande contribuição para o indivíduo se reorganizar diante da mudança.

Anna Luyza Aguiar-Médica Psiquiatra

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