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Transtorno de Pânico

“Dra. Anna, vim aqui porque estão acontecendo muitas coisas estranhas. De repente me dá um medo, uma sensação de que algo ruim vai acontecer, começo ficar com falta de ar, suando muito, o coração bate forte, aperto no peito, um medo de enlouquecer, de morrer, nem sei explicar direito!”.

O relato acima é uma das formas mais comuns de descrição de um ataque de pânico que ouço no consultório. Uma característica importante da crise de pânico é o fato dela surgir de forma inesperada, podendo ocorrer com um fator desencadeante ou aparentemente sem motivo algum. É comum ser acompanhada do que chamamos de agorafobia, que é o medo de ficar só em lugares públicos, especialmente naqueles onde seria difícil receber algum tipo de ajuda durante um ataque de pânico.

Esse tipo de paciente muitas vezes chega no consultório do cardiologista ou qualquer outro clínico referindo que sempre tem dor no peito, falta de ar e palpitação e pedem avaliação suspeitando de algum problema cardíaco.

Para fechar um diagnóstico de Transtorno de Pânico existem critérios clínicos que listo abaixo, baseado no Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV).

A. (1) e (2)

(1) Ataques de Pânico recorrentes e inesperados

(2) Pelo menos um dos ataques foi seguido por 1 mês (ou mais):

(a) preocupação persistente acerca de ter ataques adicionais

(b) preocupação acerca das implicações do ataque ou suas conseqüências (por ex., perder o controle, ter um ataque cardíaco, “ficar louco”)

(c) uma alteração comportamental significativa relacionada aos ataques

B. Presença (ou Ausencia) de Agorafobia

C. Os Ataques de Pânico não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância

D. Os Ataques de Pânico não são melhor explicados por outro transtorno mental

Vale ressaltar que um ataque de pânico é comum em outros transtornos mentais, como na depressão, fobias específicas, fobia social, transtorno de estresse pós- traumático ou em situação de intoxicação por substâncias, por exemplo. Cerca de noventa e um por cento (91%) dos pacientes têm algum outro transtorno psiquiátrico. Baseado nisso, você já pode perceber então que uma pessoa que tem um ataque de pânico não necessariamente tem o diagnóstico de transtorno de pânico, entende?

Muitos estudos já mostraram que parentes de primeiro grau de pessoas afetadas tem 4 a 8 vezes mais chance de desenvolver o transtorno de pânico que os parentes de primeiro grau de outros pacientes psiquiátricos.

Portanto, se você tem sentido algo parecido com o que descrevi, não deixe de procurar ajuda de um psiquiatra. Esses sintomas alteram a qualidade de vida e podem gerar situações mais graves. A maioria dos pacientes apresentam boa melhora com medicamento e psicoterapia.

No Facebook temos um grupo fechado coordenado pela Dra. Anna Luyza Aguiar, quer fazer parte? Basta clicar AQUI.

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